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“Dar a muitos o acesso que é privilégio de poucos”

20 de outubro
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Luiza Helena Trajano, CEO do Magazine Luiza, falou sobre o propósito da sua empresa no 8º Fórum de Franquias promovido pelo Grupo Bittencourt

Luiza Helena Trajano, CEO do Magazine Luiza, iniciou sua apresentação no 8º Fórum de Franquias, ocorrido nos dias 3 e 4 de outubro, falando sobre a sua tia que tem 91 anos e que fundou o Magazine Luiza com o propósito de “gerar empregos para a família”.
Luiza alertou: “se o propósito não é seu, se você não é uma pessoa de propósito, dificilmente sua empresa vai ter propósito. Se quem funda, se quem é o líder não tiver propósito, dificilmente a empresa vai ter. Minha família sempre teve o propósito de dar acesso, e o propósito do Magazine é ‘dar a muitos o acesso que é privilégio de poucos’. Esse sempre foi o nosso propósito e levamos muito a sério, dentro e fora da empresa.”
Confidenciou que “é muito difícil você não abrir mão no propósito por poder ou dinheiro”, e que ela já sofreu muito para não abrir mão do propósito, principalmente diante do fato de “na Bolsa você tem que dar resultados a curto prazo e tem que abrir mão do propósito. Para nós, o importante era a empresa durar 100 anos.
A empresária contou que sua maior luta “é não perder minha identidade, meus princípios e nunca abri mão disso”, que sua regra de ouro é “faça aos outros o que gostaria que fizesse a você” e que antes de realizar o planejamento estratégico, pede que todos os funcionários respondam a três perguntas: “As 5 coisas que a empresa faz e deve continuar fazendo. As 5 coisas que a empresa não faz e deveria fazer. As 5 coisas que a empresa faz e não deveria fazer.” E reforçou: “Faça perguntas. As pessoas me acham inteligente, mas o que eu faço são perguntas em todo lugar. Se tenho problemas eu chamo alguém lá da base que não tem cargo, porque quem tem cargo fala o que a gente quer ouvir.”
No final de sua apresentação, voltou a destacar: “Ter um propósito é maravilhoso. Não abrir mão dele é muito difícil, mas vale a pena. Você fica diferente no mercado. Já sofri muito para não abrir mão do propósito. Empresa que não tiver propósito não vai ter clientes. Agora será questão de sobrevivência.” 
E encerrou a palestra com uma reflexão atribuída a São Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.


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